quarta-feira, 1 de julho de 2009

hoje eu acordei e pensei: "bom dia céu, bom dia vida. mas que belo dia pra se expor ao ridículo, não?" e então resolvi tirar o dia pra contabilizar os ataques patéticos exponenciais (aqueles que você multiplica por todos os seus divisores e, não por acaso, é representado por uma exclamação). fiz um balanço geral até os quatorze anos de idade (depois disso é pedir demais até pra mim. alguma dignidade eu ainda tenho, certo? errado. mas quem liga?), porque acredito que as pessoas têm mais o que fazer da vida do que zoar a infância alheia. ou não, tanta gente escrota nesse mundo que olha, nem sei dizer. a começar por mim, aos cinco anos, desenhando algo relacionado a madeireiros e saci-pererês e obviamente não foi o lado politicamente correto da coisa (caríssimos, favor não imaginar um sacizão sendo mutilado ao som do "MADEIRA!" que impera na imaginação de toda criança que assistiu pica-pau um dia, obrigada). e por falar em pica-pau, ele foi meu maior ídolo de infância, embora qualquer identificação com o coiote não seja mera coincidência. isso mesmo. nada de penélope charmosa, mary poppins ou samantha, eu me amarrava era na do pica-pau. só não digo que gato félix exerceu grande influência porque os implícitos iam ficar feios. e eis que aos sete anos eu me fantasio de papai e saio pra brincar normalmente pelo condomínio como se nada acontecesse e outro dia qualquer fosse. e até que seria, senão pelo fato de que uma criança de sete anos sabia dar um nó de gravata perfeitamente bem, o que leva a idéia de recorrência, já que a prática leva à perfeição. balela. foi a pioneira e derradeira vez que encostei numa gravata, porque é óbvio que eu me enforquei quando tentei me livrar dela. lembro como se fosse ontem, era uma gravata preta com estampa de araras, ou uma ave qualquer, uma coisa assim super fashion e elegante, eu não poderia ter escolhido melhor. ainda sobre modelitos inspirados na fauna brasileira, mais tarde, ao oito anos, eu fui pra festinha do colégio fantasiada de, senhoas e senhores, PROTETORA DA ARARA AZUL, assim, nesses termos, com a arara de enfeite da minha mãe a tira colo. eu era uma visionária da moda, pode dizer -- vale ressaltar que emo e ecochato, àquela época, eram artigos ainda desconhecidos pelas massas. mais tarde, aos nove anos, viria a apostar com a vizinha da frente da minha vó que eu pulava na piscina e ela nã-ão lalalá-la. me afoguei e meu pai, prejudicado pelo etanol, se limitou a rir, sem muito entender o que se passava ali e não me pergunte como eu escapei da morte, eu devia estar um tanto prejudicada pelo cloro e não lembro de jeito nenhum. aos dez anos eu fui atropelada por um carro a menos de 20km/h. duas vezes. ainda aos dez anos, eu tive o desprazer de conhecer a fúria do primeiro poodle do meu pai. se hoje ainda tenho o dedão do pé direito, agradeça a deus, que operou um milagre. aos onze, eu conheci a fúria da coleguinha do lado da classe de literatura, que não entendi muito bem o porque, chuto que pela prova em que eu tirei dez e ela, dois, mas não tenho muita certeza, não, que mobilizou outras quinze pra me bater no recreio, e eu escapei só na lábia, saca a manha da garota, todum talento pra política. aos doze anos eu fui eleita representante de turma e deposta do cargo em tempo récorde, algo como duas horas. aos treze, fui eleita novamente, mas renunciei em prol de minha vice, em troca de lanche vitalício.

aos quatorze, bem, aos quatorze eu não lembro de um fato suficientemente relevante pra ser citado aqui, além de, depois de aproximadamente trinta minutos contra-argumentando, convencer a professora de português de que era um absurdo ela prender a gente depois da hora por indisciplina e passar uma redação sobre um ogro pra casa.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Se tem uma coisa que me alegra e me faz o dia é gente. Principalmente ser for chata, prolixa e intrometida. Aí eu adoro, é só deleite.
Hoje mesmo estava eu feliz e contente quando um ser, descontente com a minha desatenção, resolveu declarar todo o seu amor por mim, mais ou menos assim, me dizendo que eu sou rabugenta, arrogante, antisocial e tenho toc.

Assim, agora que você já sabe, que tal me deixar em paz? Mas me liga! Que sabe a gente não joga uma partidinha de roleta russa...

... com o tambor completamente carregado. Você começa.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Post de Dia dos Namorados.

Não tenho uma opinião formada sobre esse dia. Nem eu, nem ninguém, aliás. Olha, eu não faço a menor idéia de quando foi criada essa data, mas eu tenho certeza absoluta que, desde então, os brasileiros, em especial, se dividiram entre os que comemoram e os que espraguejam, e se tem uma coisa que eu nunca entendi é isso. Rola toda uma rotatividade e, no entanto, quem faz parte de um grupo lógico age como se estivesse no outro.
Os solteiros, a título de despeito, afirmam ser uma data comercial, bobagem, há os que digam que adoram passar o dia dos namorados sozinhos e que relacionamentos não servem pra nada, mimimi. No entanto, esses celebram a desnecessidade gastar seu rico dinheirinho e estes, a chance de pisar em cima de todos aqueles amigos que fazem os shiny happy people.
Os namorados, em resposta, afirmam ser um dia especial, um dia pra ser demonstrar o quão grande, perfeito, lindozzzz é o amor que sente sem parecer patético (ledo engano, pobres). Curioso como o suposto amor cresce em proporção inversa à inflação.
E tem os casados, também, que dizem que é o dia de retroceder à condição de namorados.

Classificação geral segundo Janis Joplin:

Oh Lord, won't you buy me a mercedes benz?
Classe dos pré-adolescentes, dos virgens, das mães solteiras e, principalmente, dos que ficaram pra titia.

My friends all drive porches!
Classe dos adolescentes, dos encalhados, dos adolescentes encalhados, dos malcomidos e das fofoqueiras.

Prove that you love me and buy the next round.
Classe dos michês, dos interesseiros, dos golpistas e das prostitutas.




"Tenho medo de acabar me tornando uma dessas velhas bêbadas e roucas, que ficam vadiando pela rua assediando rapazinhos."

- Janis Joplin.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Certas coisas do nosso cotidiano nos mostra o quão somos, na verdade, idiotas. Saca aquele esbarrão naquele velho mal humorado, aquela pérola da comunicação verbal, aquela ideia que você, no auge da genialidade, concebe, desenvolve e só depois de EXECUTAR realiza que, cara, vai dar merda? Então. Dentro de um limite -- inversamente proporcional ao seu bom humor --, é só Murphy contribuino para o equilíbrio do Universo, em que você se foder é um mal necessário (qualquer dia eu elaboro melhor a minha teoria, matematicamente fundamentada, sobre), em doses alopáticas. Agora junta tudo no mesmo dia: catastrófico. Murphy tá tirando uma com a minha cara, certeza a mega sena acumulada vai sair pralguém, talvez aquela mina que eu não suporto, ou o português da padaria, a coreana do china (?)... e eu aqui, tendo grandes ideias para foder minha própria vidinha. Grandes merdas têm grandes soluções. Mas é que, sabe, a minha inteligência funciona (oi?) em doses homeopáticas.

Dez conto que vai chegar e-mail novo da personare hoje.

sábado, 23 de maio de 2009

Eu sei que eu sumi tão bem quanto eu sei que ninguém lê isso aqui, por isso não tem a menor necessidade de me explicar (ou de esse blog continuar a exitir, whatever). Ou melhor, quase ninguém -- meu amigo imaginário lê. Então, pra não ficar mal com ele, vou pedir desculpas.
Posto que, olha, é bem difícil sustentar a imagem de cult por muito tempo, e só postar textos literários, elaborados, introspectivos espaça bastante as postagens (não é sempre que o santo baixa, rola toda um burocracia celestial, tal), vou começar a falar da bestialidade do dia a dia, porque a burocracia do encosto é pra subir, então não corro o risco de falta do que falar.

É isso aí.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

(in)completely descripted.

Imagine.

There was a music box upon an old wooden table, where lived a fairy dancer dressed in white, who sings scaring words in so sweet melody that could inward any disturbed consciences and make sleepers of them and us all -- can you hear it?

So, keep in silence
and Imagine.

There was a darkened room where lived a little dreamer, who used to paint every day a part of an endless black line upon a white paper. She had an attentive listening, clear skin, light brown hair and eyes which seemed to ignore everything and everyone all the time, and looked a little vague the more has been scratching, would anyday get as empty as the whiskey bottle she kept close -- maybe a necessary kind of self-transfer -- and it wouldn't take long. Anybody could see her exulting from alcohol to paper -- can you see her?

So, close your eyes
and Imagine.

Everynight she dreamt about a world she had no idea from where and thought she better believed it was just a picture on some wall -- can you trust her?

So, touch her in thoughts
and Imagine.

Someday, she didn't write those lines, and promesed herself try to keep awaken and sobber, looked around and saw so strange things that could never ever suppose they've all been there all the time. In the window, she felt the sun painting life in her face as she was trying hard not to laugh on disperate world's face: she knew she was supposed to cry, but not alone. There was a tainted world,

and you don't need
to imagine this.

Once in life she paied atention to that rush, heared a distant soothing sound, evanescent signs not to do it cleverly overridden by loud screams from liquid illusion.

She kept her promise, but there was a fairy dancer, who sings that

"... oh, life is good!
Oh, life is good
as good as you wish..."

Let it ring,
and just Imagine.

domingo, 5 de outubro de 2008

Breve Divagação

Queria parabenizar os meninos do NxZero pelo prêmio de Artista do Ano segundo a MTV -- o que explica muita coisa. Os meninos, sem dúvida, mostraram a que vieram quando, ao receber o prêmio, Di brada: "EMO É O CARALHO". Você tem razão, Ferrero, é só provocar que chora. Rá.